quinta-feira, 12 de maio de 2011

LENDA$


Pois é, pois é, eu não sou de igarapé,
quem montou na cobra grande não se escancha em puraque.

(Paulo & Rui Barata)

Até pensei em escrever, contar dos meus filhos, de questionar o quanto disso ainda existe e é ensinado nas escolas, mas... sinceramente? Broxei. Who I am...

Quem, por amizade ou caridade, lê este Diário, talvez tenha visto este parágrafo no post GELERT:

Uma das vilas mais bonitas do Paí­s de Gales é Beddgelert, que fica na junção de três vales, no condado de Gwynedd.

Milhares de visitantes de todas as partes do mundo vão para lá todos os anos, mas não é devido aos jardins ornamentais ou pelas atraentes lojas de souvenir.

Uma lenda. Quantas existem só na Amazônia brasileira?

Panfletar a região no mundo e, tudo bem, menos, nos aeroportos nordestinos que recebem todos os dias dezenas de vôos lotados de gringos? Blablablá... coisa de músico... idealista... va pensiero... deixa pra lá!

Enquanto alguém de talento tocar e cantar Waldemar Henrique, algum túnel existirá no fim da luz...




quarta-feira, 20 de abril de 2011

STABAT MATER

Ele nasceu, morreu e ressuscitou. Aleluia! Sem esse pequeno detalhe, tudo teria sido em vão. Por esse motivo é a Páscoa a maior e mais importante festa do cristianismo, embora para alguns se resuma a coelho que bota ovo de chocolate, feriado e praia.

Todos os anos festejo a data e envio mensagens aos familiares e amigos celebrando a vida. Ano passado estive alguns dias em um hospital e dei de cara com a morte. É com ela que quero uma conversinha desta vez. Na verdade, ela está por perto sempre, mas consegue não chamar atenção, até quando resolve se manifestar. Antes de ontem (18/04), por exemplo, levou Pietro Ferrero, 48 anos, herdeiro de um dos homens mais ricos do mundo, Michele Ferrero, criador da Nutella. Estava passeando de bicicleta, o coração parou, caiu e não levantou mais. Assim, sem muita explicação.

Segundo Carpeaux, são cinco grandes Stabat Mater: Vivaldi, Pergolesi, Haydn, Verdi e Rossini. As igrejas de Roma estão repletas deles neste período, mas o que me fascina no catolicismo é o conjunto, o completo, o todo, o tudo.

Diante da Pietà me pergunto como alguns seres dotados de inteligência perdem tempo discutindo se aquela dona era, continuou ou nunca foi virgem, se depois ou antes daquele filho teve outros, se o pobre marido segurou a onda e outras firulas que, pelo fervor da discussão, parecem fazer diferença na direção que gira o planeta.

 Stabat mater dolorosa
iuxta Crucem lacrimosa,
dum pendebat Filius.
Cuius animam gementem,
contristatam et dolentem
pertransivit gladius.


Não vou colocar aqui o texto completo e traduzido, pois prefiro assim, duro como o mármore da estátua que Michelangelo faz macio como pano: MORTE! Absolutamente tudo caminha para ela e ao mesmo tempo foge dela. Filosofar sobre isso, aprofundar com teorias, discorrer sobre a música muitos já fizeram e não é o momento.

O ponto é que, como católico, nestes dias, pela primeira vez, festejarei a morte de maneira diferente, mas também a ressurreição. Da primeira acho que perdi o medo e consigo bater com ela de frente, na boa. O problema é a segunda. Embora crendo na ressurreição em modo menos cinematográfico, tipo saindo da tumba em um corpo perfeito, radiante, que flutua no ar, mas como energia e matéria que retornam à fonte para uso e transformação que esta julgar conveniente "ad aeternum", minha fé de que os evolucionistas estejam errados tem que ser maior que um grão de mostarda, pois, se estiverem certos, corro o risco de, em uma infinita combinação aleatória de átomos e moléculas, ressuscitar como macaco e deste "evoluir" para humano. Aí, fala sério... não vale!

FELIZ PÁSCOA!

domingo, 3 de abril de 2011

SENTINELA DA AMAZÔNIA

Mais um post para minha querida Óbidos, Pará, Brasil! A inspiração para cometer o texto que segue chegou quando, ouvindo meu arranjo, lembrei o começo do Hino da cidade: Sentinela que guarda a riqueza... Lindo mesmo! Mas... Ops! Onde está a sentinela? Onde está a riqueza?

A proporção entre títulos e renda não é muito boa. Abundam aqueles (sentinela, presépio etc.) e esta nem tanto. Mais ou menos meu caso. Logo, o bom senso recomenda não seguir escrevendo. "Porventura pode um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no buraco?" (Lucas, 6,39). "Ninguém é profeta na própria terra." (Marcos 6,4). Porém, gostei muito do que li sobre a Mamangava, que eu nem sabia que existia, mas pesquisei e virei fã. É uma espécie de abelha.


"Segundo as leis da aerodinâmica, a mamangava deveria ser incapaz de voar. Por causa do tamanho, do peso e da forma do corpo em relação à envergadura total das suas asas, voar para ela é cientificamente impossível. Mas, como ignora as leis da física, a mamangava, de qualquer jeito, vai em frente e voa..." John Maxwell

Sou músico. Bom senso nem sempre me ditou estrada e, até aqui, paguei pelos meus erros, tolices e babaquices com dinheiro do meu parco talento e minha própria pele. Assim, como a mamangava, vou em frente...

A cidade tem carnaval. A festa oficial tem um nome enoooorme! 4 sílabas, sendo 3 com 3 letras em um total de 11. Sendo carnaval a festa da carne e o nativo chupa-osso, seria mais divertido Carnavosso, afinal, depois dos 7 dias (e noites!), poucos continuarão comendo filé e muitos chupando osso. Viva o Mascarado Fobó (desse eu gosto)!

Juazeiro, lá no Ceará, tem uma imensa estátua do Padre Cícero. Não vou entrar no mérito da idolatria e do fato que a Igreja não reconhece a santidade do "Padim", mas permite a romaria. Coisas humanas. O importante é que a estátua movimenta a cidade.

Canindé. Está na Wikipedia: Possui o maior monumento religioso do mundo. Ei, não estou falando de Rio de Janeiro, Nova York ou Roma! É lá no (ainda) pobre sertão cearense!!!


Aqui entre nós, que ninguém nos leia, meus filhos são cearenses e tenho queridíssimos amigos em todo o Ceará, mas, para "maior do mundo", esse monumento religioso merecia um acabamento melhor. De perto, parece que foi esculpido com um machado. Tudo bem. Estive em Assis, na Itália, e visitei tudo relativo ao Santo que considero um dos maiores exemplos do cristianismo. Viva $ão Francisco (que movimenta Canindé e Assis)!

A Sentinela tem a Serra da Escama. De lá é possível ver a parte mais estreita do - esse sim - maior rio do mundo! Mas quando será que a cidade vai dar conta disso?

Encontrei esta foto na Internet:


Parece que é em Israel. Não importa.

Lá em cima daquela Serra... tem uma arara loura. Fala arara loura! (repetir rápido, 3 vezes, sem errar) Conseguiu? Go ahead!

É meu Diário... por favor...

Lá em cima daquela Serra, devidamente recuperado o material que restou do passado e conta importante período da história do país, livre da degradação e do abandono dos dias atuais, uma gigantesca estátua de sentinela (não precisa ser a maior do mundo - já encheu o saco!) com um espaço em torno, espécie de mirante com bares, quiosques, comidas, música ao vivo, dança de carimbó, binóculos e lunetas para admirar o estreito do rio nesse vale imenso sem par, pousadas e, mais importante, fácil acesso por trilha ou estrada. Gringo, quando visita a África e a Amazônia, adora ser picado por carapanã, cobra, aranha etc. Ainda paga! Na boa.

Não precisa muito dinheiro público para isso. A iniciativa privada, se perceber que pode faturar, investe rapidinho!

Alto, Sentinela da Amazônia! Sentido! Atenção! Torna ao teu importante posto ou talvez, em breve, veremos oficialmente este cartaz:

sexta-feira, 18 de março de 2011

BOBOS DA CORTE



Estou lendo "Musica Classica per Negati", de David Pogue e Scott Speck, com Introdução de Zarin Mehta, irmão do Zubin e Diretor Executivo da Philarmonica de NY, e Prefácio de Glenn Dicterow, Primeiro Violino da mesma Orquestra.

Não conseguindo traduzir "Negati" com uma só palavra em Português, pedi ajuda aos meus colegas de trabalho, profundos conhecedores dos dois idiomas, e concluimos que seria melhor traduzir o sentido. Algo mais ou menos como "Música Clássica (ou Erudita) para Inaptos".

Na página 20, da versão em Italiano, um parágrafo bateu direto no meu baú de memórias: Musicisti a servizio. Diz lá que um jovem músico na Europa em um passado de 300 anos seria aconselhado a procurar trabalho na corte de um rei, na casa um rico aristocrata ou em uma catedral. Muitos desses músicos, empregados de famílias nobres, eram tratados como servos e realizavam diversas tarefas. Apresenta um exemplo. Giuseppe Sammartini (1695-1775) foi um grande oboísta italiano, irmão mais velho do célebre Giovanni Battista, que escreveu algumas das mais belas sinfonias e que teve importante influência sobre o jovem Mozart. Como ganhava para viver? Era empregado da corte do Príncipe de Galles e prestava serviço como Chefe do staff doméstico, além de Professor de Música e Compositor. Então, sugerem os autores do livro, podemos imaginar o seguinte diálogo:

PRÍNCIPE: As lasanhas estavam ótimas, Giuseppe.
SAMMARTINI: Agradeço infinitamente Vossa Alteza por fazer elogios generosos e não merecidos ao meu humilde trabalho. O que deseja que seja preparado para o próximo domingo?
PRÍNCIPE: Gostaria de um dos teus excelentes Concertos para Oboé. Adoro os teus ornamentos, as tuas melodias maravilhosas, as tuas decorações elegantes!
SAMMARTINI: Vossa Alteza me deixa encabulado de orgulho.
PRÍNCIPE: Ah, Giuseppe, quase esquecia: Faz engomarem melhor as minhas calças.
SAMMARTINI: Pois não, Vossa Alteza.

Assim viveram vários dos hoje famosos e grandes músicos. Mozart chutou o pau da barraca da corte onde trabalhava e levou, por esse motivo, um chute no traseiro. Pensava que tinha talento para coisa melhor. Terminou na vala comum.

Hoje não é muito diferente. Com raras exceções, músico é sinônimo de Bobo da Corte. O problema é que, naquela época, reis, príncipes, aristocratas e religiosos costumavam andar vestidos. Hoje, também com raras exceções, estão nus. Completamente.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

CARROS

Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.
Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. (Eclesiastes 1,1-2)

Perdão, mas este é o meu Diário e nele guardo minhas recordações e tudo mais que me vier em mente.

Hoje resolvi lembrar os calhambeques e carros que tive. Todos me ajudaram e serviram minha família fielmente. Merecem uma pequena homenagem.

O primeiro a gente nunca esquece. Eu esqueci. Sim, esqueci de trazer uma foto dele para a Itália. Procurei o modelo na Internet, mas não encontrei igual. O mais parecido é o da foto abaixo. Sem dúvida, o meu era mais bonito, pois tinha umas listras coloridas nos lados e as lanternas traseiras em formato horizontal inteiro com desenho diferente e moderno. Modelo BIG, amarelo, para apenas duas pessoas, mas carregava sempre muito mais gente sentada na tampa do motor, segurando no "Santo Antônio" que era de fibra, também amarelo.

Comprei em Belém e, por esse motivo, era, talvez, o único Buggy no mundo com ventilação forçada, pois, quando chovia e era preciso armar a capota, quem estava dentro corria o risco de cozinhar os miolos. Mandei instalar nele um ventilador que meu pai havia comprado na Zona Franca de Manaus e que durante muito tempo usou na nossa Kombi. Parecia um ar condicionado pequeno, bem discreto e potente. Quando levei o carrinho para Fortaleza, cidade com vento e sol durante todo o ano, ninguém entendia o que aquele ventilador fazia ali.

Eu ainda era solteiro, mas já namorava minha atual companheira que, aliás, me ajudou a completar a grana para comprar o carro. Com ele, entre Salinas, Volta da Jurema e dunas do Cumbuco, me diverti muito! Inesquecível a descida de duna que fizemos em três: eu guiando, Marta ao meu lado e minha filha, Dalila, na barriga da mãe! Quanta loucura...


Nele fiz até pequenas mudanças, carregando sofá, colchão e outros trecos. De tanto subir e descer duna, quase sempre com excesso de peso, um dia o motor cansou. Com muita pena, vendi.

Estava me preparando para comprar outro carro quando, de repente, um cliente/aluno me aparece com uma BMW 1972 totalmente esculhambada e caindo aos pedaços. Foi amor imediato! As únicas referências eram o logo na tampa do motor e rodas, as maçanetas prateadas e as lanternas originais! - Vende? - Sim! - Quanto? - Preciso de um computador. - Eu tenho um 386 novo! - Trocamos? - Feito!

Quando cheguei em casa com a BMW faltando um pedaço do painel, bancos rasgados e toda molambenta, a Marta, coitada, não entendeu nada! Mas também não reclamou. Acho que por esse e outros motivos estamos juntos há mais de 20 anos.

Lá fui eu procurar uma oficina para "ressuscitar" o defunto. Encontrei. Começamos os trabalhos. A cor original era vermelho, mas parecia ferrugem em estado puro. Então, escolhi, claro, "vermelho Ferrari", fui na revenda BMW de Fortaleza buscar informações e fotos do modelo original, pesquisei, achei e, no fim, ela ficou assim:



As fotos foram feitas em Aquiraz, no jardim da casa de praia do meu grande amigo Manoelito. O reponsável pelo restauro fez um trabalho maravilhoso! O painel novo e os bancos de couro, ainda com o sistema automático de regulagem funcionando, ficaram lindos! A mala toda acarpetada, botões e comandos originais cromados. Uma jóia! Ficou tão bom o resultado final que quando circulava em Fortaleza, não eram poucos os donos de BMW modernas e outros carrões que paravam para admirar a peça de museu.

Tinha um único inconveniente: a capota. Não consegui adaptar uma elétrica e ficava difícil enfrentar o sol do Ceará com minha filha pequena no carro que tinha, por coincidência, como placa, o ano e o mês que ela nasceu: 9505. Vendi pelo dobro do que gastei no total. Foi divertido enquanto durou.

Músico, com aluguéis de estúdio e apartamento na beira do mar de Fortaleza, que carro poderia comprar que fosse grande suficiente para a família e ao mesmo tempo barato? Ele, claro! O Lada Laika!


Era Copa de Futebol. Com ele rodei meio mundo! Uma beleza! Não tinha nenhum acessório além do rádio. A direção pesava tonelada, mas, na estrada, de quinta, era pisar e ultrapassar quem estivesse na frente! Não tinha conversa! Manutenção barata, motor 1.6 e baixo consumo. Um dia, com meu pai dentro e, por sorte, na cidade, em velocidade reduzida, a direção quebrou. Vendi.

Para quem tinha um Lada, o Tipo, primeiro carro completo, era macio, delicioso, maravilhoso, confortável, lindo! A foto é na frente da casa que estava construindo em Fortaleza, distante 20 minutos do Shopping Iguatemi e 10 minutos do Beach Park.


Passamos um tempo com ele. Depois, apareceu um problema no ar condicionado que ninguém conseguia resolver. Vendi.

Chegou a vez do carrão. Esse era o meu preferido. Completíssimo! Vidros, antena, mala, retrovisores elétricos. Rádio, CD e TV que mandei instalar para, agora, meus dois filhos, jogarem, inclusive, video-game! Faróis com luzes brancas. Os amigos diziam que era um Monza de paletó, pois, embora Daewoo, a mecânica era quase toda Chevrolet. Aquela coisa... não dá para comprar uma Mercedes? Benz e compra um genérico.



Foto feita na Rua Antônio Augusto, em Fortaleza, no outro lado, em frente a minha Escola de Música.

Agora, outra história de paixonite aguda. Sempre quis um Fiat 147 "caixa de fósforo", aquele com a cara chata. Não tinha um que passasse por mim em Fortaleza que eu não tentasse comprar. Infelizmente eram todos muito velhos e feios. Até que um dia encontrei este. O modelo era outro, diferente do que eu queria, mas estava conservado e, melhor, era a álcool! A Marta estava aprendendo a dirigir e na primeira vez que tentou sair da garagem com o Espero (Daewoo) quase quebrou o retrovisor. Pronto! Comprei o Europa com a desculpa que era para ela. De fato, foi onde aprendeu a dirigir para só depois guiar o carrão.




Ficamos com eles até os últimos dias no Brasil.

Já na Itália, nosso primeiro carro foi a Peugeot 405, grande, confortável e com a qual rodamos o novo país em todas as direções. Ajudou na mudança Bari-Roma e foi um carro muito fiel. O governo italiano pagou bom preço descontado no carro novo para que o velho fosse destruído e tirado de circulação, pois o motor antigo poluia o ar. Morreu.



Enfim, nosso primeiro carrinho zero bala (2010), com o qual estamos até a data de hoje: Renault/Dacia Sandero completo (Laureate).


A todos eles, muito obrigado!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

PAPEL REAL E VIRTUAL

Neste lindo domingo romano resolvi digitalizar meus papéis para que possam resistir melhor ao ataque implacável do tempo.

Até então, não tinha o número exato. Agora tenho: 43. Destes, resolvi peneirar 1/4 para o meu Diário. Uns 10 entre aqueles com valor profissional e afetivo.

Quatro estão fora. Elementares, caro Watson: Administração (FICOM/PA), Psicologia (UNIFOR/CE), Piano e Regência (CONS. CARLOS GOMES/PA), não necessariamente nessa ordem.

Aqui vai o #1:


No Memorial do Poder Judiciário do Estado do Ceará, no Palácio da Justiça, em Fortaleza, tem um espaço dedicado ao Coral, além do livro publicado pelo Des. José Maria de Melo com uma belíssima foto e história do grupo. Foi realizada uma cerimônia especial no TJCE para a entrega desse documento.

#2:


A cada Convenção, em qualquer lugar do Brasil, lá estava o Coral do Distrito LA-4. Viagens, hotéis maravilhosos, minha família comigo, amigos, companheiros! Ao final, sempre um documento de reconhecimento pelo trabalho realizado.

#3:


Aconteceram imprevistos, mas foi uma das maiores e mais ricas experiências profissionais que tive.

#4 e 5:



Dois, entre outros, do Governo do Estado do Ceará.

#6 e 7:



Dois, entre outros, do Governo da minha terra.

#8 e 9:



"Médico, cura-te a ti mesmo." Como estes, outros.

#10:


Um, das diversas Palestras que proferi.

Agora, alguns extras e de valor afetivo.

#1:


Ufa! Enfim, EXCELENTE em alguma coisa!

#2:


Mais de 300 candidatos para estágio no BASA e este curso me ajudou a detonar um batalhão, pois, até hoje, modéstia no lixo, digito com 10 dedos e velocidade alucinante sem olhar para as teclas.

#3:


Um dos muitos realizados no exterior.

Termino aqui. Os outros 30, além dos universos acadêmico e profissional, fazem parte do meu mundo. Aquele que um dia colocou diante de mim a bifurcação: Real no Brasil x Virtual em Roma.

Eccomi qua! :-P

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

MASCARADOS

"Ogni uomo mente, ma dategli una maschera e sarà sincero." (O. Wilde)
"Todo homem mente, mas dê a ele uma máscara e será sincero."


Pela manhã, quando saio de casa, escuto no carro a Radio Classica Milano Finanza. Foi nela que ouvi a frase no início do texto.

Está chegando o Carnaval, tempo de máscaras e mascarados. Das que vi em Veneza, as que mais gostei foram aquelas com motivos musicais, como na foto acima.

Em Amadeus, o filme, é interessante o papel das máscaras usadas por Salieri.

Sempre evitei fazer uso delas, mas acho que pago alto preço por usar menos do que recomenda a civilização. Quando sinto que me sufocam, arranco e acabo sendo sincero com a cara limpa. Pronto! Pago e volto a respirar aliviado...

Existem mascarados difíceis de reconhecer. Já outros deixam a máscara cair rapidinho. Os mais chatos são os mascarados virtuais.

O tema é interessante e poderia alongar com o confessionário da Igreja Católica, a Psicanálise etc., mas, é Carnaval!!! Viva a festa! Viva o Rio! Viva Veneza! Viva o Mascarado Fobó!

Assim é definida a palavra "Follia" no Dizionario Italiano Online: demenza, perdita delle facoltà psichiche; atto, discorso degno di un folle. Diferente do sentido em Português, porém, para mim define melhor o reino de Momo. Um pouco de atenção, então, quando a "follia" virar cinza na Quarta-Feira. Podem ir pelo ralo Pierrot e Colombina.

Nota: Carvanal não é feriado e a festa dura apenas 3 dias na Itália. Isso explica, talvez, a pequena diferença entre Veneza e Salvador?

Na volta para casa, no final do dia, escuto a Radio Rock.

PAULEIRA E FELIZ CARNAVAL!